Anais da IX Jornada de Pedagogia da FAFIPA -
“Educação e Sociedade: abordagens teórico-práticas”
ISSN: 1983-7208
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A EDUCAÇÃO COMO ENCONTRO: UMA REFLEXÃO ÉTICO-PEDAGÓGICA
Prof. Ms. Flávio Donizete Batista
Resumo
Dentro da grande riqueza polissêmica da palavra educação, educar pode ser entendido como estar com os outros e, dessa forma, todo encontro com o outro pode tornar-se uma possibilidade de educação. Esta afirmação traz em si algumas indagações: todo encontro é educativo? O que faz um encontro ser educativo e outro não? Um encontro é educativo quando possibilita a aprendizagem do que é fundamental: a aprendizagem do humano. Neste sentido, o presente trabalho definese por uma reflexão acerca das exigências ético-pedagógicas para que a educação seja realmente um encontro onde a pessoa torne-se cada vez mais humana. O referencial teórico para o trabalho será a utilização de alguns aspectos do pensamento de Sócrates, através de seu diálogo maiêutico, do pensamento de Martin Buber que, entre outras afirmações, disse que “a vida humana ou é encontro ou não é nada”, e do pensamento de Alfonso López Quintás, filósofo que utilizou conceitos de Heidegger e de Kierkegaard, entre outros, mas tendo traços de originalidade próprios. A proposta do trabalho é mostrar que o encontro dá-se através do diálogo que ocorre entre um indivíduo com outro, com sua realidade, com sua cultura, e que as condições do diálogo pressupõe posturas éticas e pedagógicas próprias. A metodologia de trabalho será a leitura e a problematização de alguns textos sugeridos, para que os participantes possam descobrir e indicar aspectos relevantes para a discussão.
Palavras-chave: Educação como encontro. Educação como diálogo.
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APRENDER A ESCREVER: A APROPRIAÇÃO DO SISTEMA ORTOGRÁFICO
Fátima Aparecida de Souza Francioli(¹)
Neide Almeida Lança Galvão Favaro(²)
Resumo
A oficina propõe-se a apresentar uma proposta didática para os profissionais de educação no que se refere à apropriação progressiva do sistema ortográfico. O objetivo é que os participantes compreendam como se dá esse processo, levando em consideração a trajetória dos erros que as crianças produzem durante a escrita nas séries iniciais do ensino fundamental. Para isso, durante a oficina, serão apresentados exemplos de erros que as crianças cometem durante a escrita de palavras e textos para serem analisados de acordo com a classificação das alterações ortográficas feita pelo pesquisador Jaime Luiz Zorzi. Pretende-se, com estas análises, apontar caminhos que possam ajudar o educador a se colocar melhor como mediador na interação que a criança estabelece com a escrita, compreendendo, mais claramente, a produção gráfica de seus alunos.
Palavras-chave: Sistema ortográfico. Produção escrita. Mediação pedagógica.
(1) Professora do Depto. de Educação da Faculdade Estadual de Educação, Ciências e Letras de Paranavaí (FAFIPA), Mestre em Educação (UEPG) e Doutoranda em Educação (UNESP – Araraquara).
(2) Professora do Depto. de Educação da Faculdade Estadual de Educação, Ciências e Letras de Paranavaí (FAFIPA), Mestre em Educação (UEM) e Doutoranda em Educação (UFSC).
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ARTE E LITERATURA INFANTIL NO ENSINO FUNDAMENTAL
Profª. Ms. Rita de Cássia Pizoli (FAFIPA)
Profª. Drª. Conceição Solange Bution Perin (FAFIPA)
Resumo
A leitura, sem dúvida, é uma das questões essenciais para o desenvolvimento intelectivo, pois favorece uma articulação entre a escrita, a oralidade e o pensamento. Logo, a literatura é uma arte que deve evidenciar, nos anos iniciais do Ensino Fundamental, a sua importância por meio das atividades que envolvem o ‘contar histórias’ e a de apresentar as diferentes formas de utilizar a literatura como um recurso pedagógico. Essa arte deve ser trabalhada de maneira prazerosa e que estabeleça, através da pintura, do desenho, da colagem, da imaginação, da interpretação, da reflexão etc., um trabalho de desenvolvimento da formação da criança, no sentido de que, as crianças ao lerem, ouvirem e participarem das histórias revelem sentimentos envolvidos com a oralidade que conduz na articulação do pensamento e na estimulação do senso crítico.
Palavras-chave: Leitura. Arte. Ensino Fundamental.
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ARTE EM PAPEL
Profª Ms. Luzia Grandini Cabreira (FAFIPA)
Resumo
No contexto da Pedagogia Hospitalar as atividades escolares e mesmo a atividades elaboradas pelo professor que, atua no hospital, devem contemplar a vertente lúdica. Essa direção no processo educativo é indicada para que a criança e o adolescente, em processo de recuperação da saúde, possam realizar exercícios que sejam interessantes e permitam um espaço de diálogo. A Arte em Papel, uma das atividades já utilizadas na brinquedoteca hospitalar do Hospital Universitário de Maringá pelas professoras Luciana Grandini Cabreira e Luzia Grandini Cabreira, durante o período em que participaram do PAP- Projeto de Intervenção pedagógica junto a criança hospitalizada, além de contemplar essa vertente, atende ainda a necessidade de se cuidar para que o brinquedo não seja um veículo de transmissão de doenças. Nesse sentido, a Arte em Papel possibilita que a criança elabore seu brinquedo, que o adolescente modele personagens a partir da orientação do professor, e ao aprender essa atividade também permite que estejam em contato com os conteúdos que podem ser desenvolvidos a partir desse momento lúdico e das possibilidades da arte em papel.
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EDUCAÇÃO DO CAMPO: AÇÕES E POLÍTICAS NACIONAIS
Elias Canuto Brandão(¹)
Resumo
A oficina transitará por situações educacionais no campo desde a invasão do Brasil pelos portugueses, em 1500, passando por Quilombos dos Palmares, Canudos, Contestado e Ligas Camponesas, até a discussão e compreensão do fim dos prédios públicos das sérias iniciais no campo e os desafios postos à universidade em pesquisar e compreender os feitos e demandas das escolas itinerantes, produções científicas, grupos de estudo e pesquisa sobre Educação do Campo, políticas públicas em níveis dos Estados e nacional voltadas à diversidade educacional: índios, bóias-frias, quilombolas, faxinalenses, sem-terra, assentados, povos da floresta, entre outras. Para o feito proposto, utilizaremos documentos, artigos, dados, mapas, fotos, documentários...
Palavras-chave: Educação do Campo. Políticas públicas. Escolas Itinerantes.
(1) Doutor em Sociologia; Docente do Colegiado de Pedagogia da Faculdade Estadual de Educação, Ciências e Letras de Paranavaí (FAFIPA); Coordenador do Grupo de Estudos e Pesquisa
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O FAZER PSICOPEDAGÓGICO: INSTRUMENTOS DO PEI
Dorcely Isabel Bellanda Garcia
(UEPR-FAFIPA - dbellanda@yahoo.com.br)
Resumo
A intervenção psicopedagógica, aqui proposta, respalda-se na Teoria da Modificabilidade Cognitiva estrutural, elaborada por Feuerstein e colaboradores. Com os instrumentos selecionados e aplicados, por meio de uma mediação planejada, é possível promover modificações nas funções cognitivas dos alunos e superar suas dificuldades escolares, observadas em diferentes níveis do ensino. O PEI é uma intervenção psicopedagógica proposta, por meio do Programa de Enriquecimento Instrumental como forma de mediação no processo de aprendizagem do aluno. Tem como objetivo o aumento da plasticidade cerebral. Devido à sua base teórica, à diversidade do material e à natureza instrumental, o PEI pode ser aplicado a inúmeras e diferentes populações, desde indivíduos privados culturalmente até aqueles com dificuldades escolares, e em alunos com desempenho escolar satisfatório. Com a aplicação e discussão de alguns recursos do PEI considera-se que ao vivenciar as situações de mediação propostas na oficina, o professor conheça algumas estratégias e compreenda a importância em possibilitar ao aluno condições para melhorar: sua atenção; percepção; controle da impulsividade; vocabulário; capacidade de transporte visual; necessidade de precisão; repertório de estratégias de aprendizagem; motivação intrínseca; desenvoltura para produção de textos; pensamento reflexivo, a abstração e concentração; a autonomia na realização das atividades; o relacionamento interpessoal e intrapessoal. Dessa forma, o aluno poderá tornar-se mais observador, organizado e preciso.
Palavras-chave: Intervenção psicopedagógica. PEI. Mediação.
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O QUE É “PARADIGMA”?(¹)
Isabel Cristina Ferreira (FAFIPA)
Resumo
Paradigmas reúnem informações ou limitam o território em que se procuram as soluções para os problemas que são enfrentados. E cada problema solucionado reforça a crença no paradigma estabelecido. Contudo, quando um paradigma é exigido até o seu limite, as anomalias, a incapacidade de resolver os problemas mais atuais, começam a acumular e a gravidade destas anomalias é julgada por aqueles que dominam o paradigma estabelecido. Paradoxo, dizem os dicionários, nada mais é do que um "conceito a contrariar o que nos parece evidente"; ou então, uma "afirmação que vai de encontro a sistemas ou pressupostos que se impuseram, como incontestáveis, ao pensamento". Sua utilização, em ciência, é muito comum e presta-se, em determinados casos, a falsear ou mostrar a inconsistência de um determinado modelo teórico. Um paradoxo não resolvido enfraquece a teoria alvo, podendo, em casos excepcionais, servir como motivo para o seu abandono pela comunidade científica. Nem sempre o paradoxo, ao ser resolvido, mostra-se inconsistente. Não raramente, chama a atenção para algo inerente à teoria porem que não estava sendo devidamente valorizado, a ponto de ter gerado o paradoxo.
(1) Fontes: MESQUITA, Alberto Filho. Discussão surgida na "Lista de Discussão Física" da Internet Brasileira. Esta mensagem foi postada no News uol ciência. Leila Navarro. Conferencista e Especialista Comportamental. É colaboradora acadêmica na ESADE Business School, na Espanha e autora de 13 livros - www.leilanavarro.com.br e www.leilanavarro.com.br/blog
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USO DO ÁBACO NAS SÉRIES INICIAIS
Fábio Takeshi Ishizuka (FAFIPA)
Juliane Pereira da Silva (FAFIPA)
Resumo
Uns chamam de instrumento de cálculo, outros de material didático, o ábaco é um instrumento pedagógico de suma importância que vem sendo esquecido pelas instituições de ensino do Brasil. Com o grande avanço da tecnologia, pouco a pouco, a capacidade das pessoas de realizar cálculos mentais, raciocínios lógicos vem sendo trocada pelas calculadoras à pilha, ou pelo uso de instrumentos tecnológicos mais práticos, que resolvem quase que instantaneamente, sem esforço algum, contas de matemática ou outros problemas. O ábaco é um instrumento muito antigo de cálculo que teve provavelmente origem na Mesopotâmia a mais de 5.500 anos. Ele é formado por uma estrutura com arames paralelos no sentido horizontal ou vertical, estes arames vêm com contadores que se movimentam livremente de um lado para o outro formando posições de unidades, dezenas, centenas etc. A neurociência mostra que, como os músculos, o cérebro também precisa ser exercitado para que a capacidade mental aumente, ou seja, quando o cérebro é exercitado, as células nervosas crescem, se modificam e se fortalecem proporcionado um resultado direto nas capacidades cognitivas da pessoa que teve o cérebro exercitado e bem estimulado. O uso do ábaco na sala de aula, para cálculos simples de somar e subtrair, acaba desenvolvendo no aluno a capacidade de se concentrar mais e aumentar a velocidade de raciocínio, pois com o ábaco em mãos, cada aluno conseguirá compreender melhor aquilo que está vendo e manuseando com mais rapidez, diferentemente das representações numéricas que são passadas no quadro da sala de aula e que não são palpáveis.
Palavras chaves: Ábaco. Cálculo. Instrumento pedagógico. Raciocínio.
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YOGA NA EDUCAÇÃO: CONCENTRAÇÃO E RELAXAMENTO COMO FERRAMENTA PARA O TRABALHO DO PROFESSOR
Profª Ms. Simone Burioli Ivashita
Resumo
Na oficina Yoga na Educação: concentração e relaxamento como ferramenta para o trabalho do professor temos como objetivo praticar o yoga no sentido de adquirir consciência de tudo que acontece em nossa vida, especificamente no trabalho docente. Sabemos que o trabalho do professor é stressante e o yoga pode proporcionar concentração e relaxamento auxiliando no trabalho em sala de aula e também fora dela. O yoga harmoniza sua saúde física, mental e emocional e isso reflete em suas práticas e vivências diárias. A prática deve ser agradável, realizada com leveza e buscando a presentificação.

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